Tomando controle sobre o Tilt – Parte 1 de 4

Artigos publicada em 08/02/2011 - 20:06

por Jared Tendler

Este é um dos conceitos mais mal entendidos do mundo do pote e a razão para isso é porque é muito difícil defini-lo.

Quando alguém joga mal, normalmente ouvimos que é porque estava em tilt, mas não ouvimos a razão para isso.

“Eu estava jogando bem, e então, de repente, eu fiquei em tilt, e então comecei a jogar mal”. Assim, o tilt se torna quase um fator natural do jogo, tendo de ser aceitado e não melhorado.

Há muitas razões para jogar mal: Você pode estar jogando muito loose ou muito tight, algum erro em um grande pote, uma bad run, cansaço, tédio, distração, etc.

Qualquer razão para jogar mal, requer uma única estratégia para ser consertada. Colocar todos os fatores sobre o mesmo prisma do tilt, é o mesmo que ir ao um médico, dizer que você não está se sentindo bem e ele responder que você está “doente”… Obrigado, “Doutor Obvio”!

Depois de tanta experiência no mundo do poker, pude notar que a razão mais comum para o mau jogo é a raiva.

Tilt = Raiva + Jogo ruim

Há apenas uma razão pela qual a raiva leva ao mau jogo. Quando suas emoções chegam à um nível muito alto, seu cérebro é limitado a um nível mais baixo de raciocínio. Você não pode pensar direito porque seu cérebro desligou uma parte comumente chamada de mecanismo “fight/flight”. Se não houvesse isso, você ficaria com raiva, mas continuaria jogando bem. O tilt não existiria.

Ninguém tem controle total sobre as funções do cérebro. A única coisa que você pode fazer é não deixar seu pensamento escapar. Para isso é preciso entender seus padrões de tilt. Todos tiltam de forma previsível. Apenas entendendo este padrão você poderá controlar o tilt.

Então, comece traçando seu perfil de tilt, e no próximo artigo vou mostrar como usar essas informações para formular estratégias para tomar controle sobre o tilt.

Perfil do tilt

Em um papel, ou no computador mesmo, responda essas questões. Se outras idéias sobre tilt vierem em mente, escrevam elas também, elas são boas para pensar mais profundamente sobre o tilt. Então, em poucos dias faça de novo. Freqüentemente, novas idéias e constatações sobre o tilt viram à mente. Elas serão de muito uso para ajudar a controlar o tilt.
1 – o que lhe causa tilt?

2 – Estando em tilt, descreva como você reconhece que está? Quais são os sinais físicos ou ações (bater na cabeça, socar a mesa), as coisas que você pensa alto, assim como os erros específicos que você comete.

3 – Quais são seus sinais iniciais de tilt? Quais são suas tendências quando está prestes a ficar em tilt.

4 – Tente delinear sua linha limite. O quão longe vai sua frustração e o quanto você consegue manter o controle? Qual o ponto onde você perde totalmente o controle?

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